Boi gordo fecha a semana em alta; Cepea marca R$ 381,40 por arroba em SP

O mercado do boi gordo encerrou mais uma semana com preços firmes no Brasil. O indicador Cepea/Esalq, calculado com base nos negócios feitos no estado de São Paulo, marcou R$ 381,40 por arroba (cerca de 15 kg de carcaça) na sexta-feira (23), avanço semanal de 0,18% e alta de 4,69% no acumulado de outubro, segundo a Globo Rural.

O levantamento da consultoria Safras & Mercado, com preços a prazo do dia 23, mostra alta nas seis praças citadas. A arroba ficou em R$ 386,25 em São Paulo (capital), alta de 0,6% na semana; em R$ 371,25 em Goiânia (GO), alta de 0,7%; em R$ 380,29 em Uberaba (MG), alta de 1,7%; em R$ 380,45 em Dourados (MS), alta de 2,1%; em R$ 360,81 em Cuiabá (MT), alta de 2,3%; e em R$ 363,15 em Vilhena (RO), alta de 0,83%.

Segundo o analista Fernando Iglesias, da Safras, a valorização perdeu força em São Paulo, com resistência dos frigoríficos a trabalhar com preços mais altos, enquanto na Região Norte a alta segue mais intensa, por causa da oferta restrita e da necessidade das indústrias de recompor suas programações. As escalas de abate seguem entre cinco e seis dias úteis na maior parte do país. "A dificuldade para alongar as programações indica que o mercado continua vulnerável a novos episódios de alta, inclusive em São Paulo", afirmou.

A Scot Consultoria descreveu uma semana de poucos negócios, com grande parte das indústrias fora das compras. Das 33 regiões monitoradas pela consultoria, 28 não tiveram mudança no preço na comparação diária, e houve altas em Belo Horizonte (MG), Marabá (PA), Alagoas, sudeste de Rondônia e Acre. Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), praças de referência, o boi gordo seguiu em R$ 380 por arroba para pagamento em 30 dias. Segundo a Scot, a oferta de boiadas estava enxuta e os vendedores seguravam os lotes, o que sustentou as cotações mesmo com o consumo mais fraco do fim do mês.

No atacado, o quarto traseiro bovino ficou em R$ 29,50 por quilo, sem alteração na semana, e o dianteiro subiu 1,36%, para R$ 22,30 por quilo, de acordo com a Safras. Para Iglesias, a carne bovina segue enfrentando forte concorrência de outras proteínas, especialmente do frango, que tem ampla vantagem de preço.

Nas exportações, a carne bovina fresca, congelada ou refrigerada rendeu US$ 671,457 milhões em outubro até o momento (11 dias úteis), com 107,835 mil toneladas embarcadas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em relação a outubro de 2025, o valor médio diário caiu 24,4% e a quantidade média diária recuou 32,7%, enquanto o preço médio subiu 12,4%, para US$ 6.226,70 por tonelada.

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