Café arábica cai 1,60% em Nova York, a US$ 3,0745 por libra-peso
O café arábica registrou a segunda queda consecutiva na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (23). Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 1,60%, para US$ 3,0745 por libra-peso (medida de cerca de 453 gramas), segundo a Globo Rural. O mercado segue pressionado pela expectativa de uma oferta maior.
As notícias sobre o desenvolvimento da safra no Brasil, maior produtor e exportador mundial de arábica, continuam favoráveis ao aumento da produção em 2027/28. De acordo com Renata Eller, da Eller Trading de Café, os cafezais tiveram uma boa florada e estão com bom desenvolvimento neste momento.
Ainda segundo Renata, o mercado segue retraído nas negociações, com muitos agentes à espera do resultado do segundo turno das eleições no Brasil, que pode trazer volatilidade para o dólar.
Sobre o clima, o analista de mercado de café Eduardo Carvalhaes disse que, no início da próxima semana, o avanço de uma frente fria deve organizar as instabilidades sobre a metade norte do país. Os maiores volumes de chuva tendem a se concentrar entre o Espírito Santo, Minas Gerais e a Bahia, alcançando regiões cafeeiras desses estados.
Entre os outros produtos agrícolas negociados em Nova York, o cacau fechou o último pregão da semana em leve alta, com os lotes de dezembro a US$ 5.592 por tonelada. Segundo a Globo Rural, os preços se recuperaram num ajuste técnico, depois de uma queda de 4% na sessão anterior.
No açúcar, os investidores se reposicionaram após a queda da véspera, e os contratos do demerara para março de 2027 fecharam em alta de 0,54%, a 20,24 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) teve nova baixa: os lotes de novembro caíram 0,42%, para US$ 1,3980 por libra-peso. O algodão pouco oscilou, e os contratos de dezembro fecharam em baixa de 0,73%, a 80,20 centavos de dólar por libra-peso.