
O preço do milho recuou ao longo da semana no mercado brasileiro. Em 22 de outubro, a média nacional da saca de 60 kg ficou em R$ 61,81, queda de 2,02% em relação aos R$ 63,09 do encerramento da semana anterior, segundo o Portal do Agronegócio, com dados da consultoria Safras & Mercado.
De acordo com a Safras & Mercado, os compradores mantiveram uma postura retraída, demonstrando tranquilidade quanto ao abastecimento. Isso limitou a comercialização e favoreceu reduções nas cotações em diferentes regiões produtoras. A distância entre os preços oferecidos pelos compradores e os pedidos pelos vendedores continuou elevada em boa parte das praças, e o mercado físico seguiu com poucos negócios. Os produtores continuam cautelosos, embora a consultoria observe algum avanço na fixação de negócios.
Além da demanda interna pouco ativa, o enfraquecimento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e os movimentos recentes do dólar reduziram a atratividade da exportação. A combinação pressiona a paridade de exportação, que é o preço de referência do milho vendido ao exterior e uma base importante para a formação das cotações no país. O mercado também acompanha a possibilidade de maior volatilidade cambial em torno das eleições.
Entre as praças, Campinas (SP) teve a maior queda percentual: na condição CIF, que inclui o frete até o destino, a saca passou de R$ 67,50 para R$ 65,00, recuo de 3,70%. Em Cascavel (PR) e em Rio Verde (GO), o preço caiu de R$ 60,00 para R$ 58,00, baixa de 3,33%. Na Mogiana paulista, foi de R$ 63,00 para R$ 61,00 (queda de 3,17%); em Rondonópolis (MT), de R$ 55,00 para R$ 54,00 (1,82%); e em Erechim (RS), de R$ 71,00 para R$ 70,00 (1,41%). Em Uberlândia (MG), o preço de venda ficou estável em R$ 65,00. As referências são de 22 de outubro, comparadas ao fechamento da semana anterior.
Nas exportações, o Brasil embarcou 2,866 milhões de toneladas de milho nos primeiros 11 dias úteis de outubro, com receita de US$ 682,797 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária foi de 260,547 mil toneladas, queda de 11,8% em relação a outubro de 2025. Já a receita média diária, de US$ 62,072 milhões, subiu 1,4%, e o preço médio, de US$ 238,20 por tonelada, teve valorização de 15% na mesma comparação. O aumento do valor por tonelada compensou o ritmo menor dos embarques.







