Prévia da inflação: alimentos sobem 0,88%, e um legume encarece 38% em outubro


A abobrinha liderou as altas de preço dos alimentos na prévia da inflação de outubro, com aumento de 38,29%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (23), subiu 0,32% no mês, e o grupo Alimentação e Bebidas teve a maior variação e o maior impacto no resultado: alta de 0,88%, ou 0,19 ponto percentual.
O índice geral desacelerou em relação aos 0,70% de setembro e ficou abaixo do piso das projeções do mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que iam de 0,37% a 0,50%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,15% e, em 12 meses, de 4,62%. A pesquisa considera os preços coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro.
A alimentação no domicílio acelerou de 0,38% em setembro para 1,01% em outubro. Depois da abobrinha, os maiores aumentos foram do tomate (24,54%), do limão (17,36%), da cebola (13,63%), do pepino (12,78%) e da batata-inglesa (10,96%). Entre os produtos básicos, o arroz ficou 5,80% mais caro, e o óleo de soja, 2,78%. O filé-mignon subiu 4,07%.
Na direção contrária, a manga caiu 13,48%, a cenoura, 10,67%, e a melancia, 7,36%. As frutas, no conjunto, recuaram 1,37%, e o café moído ficou 1,16% mais barato. Repolho (-4,80%), maracujá (-4,30%) e laranja-baía (-3,99%) também tiveram queda.
A alimentação fora de casa passou de alta de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro. A refeição subiu 0,61%, e o lanche, 0,66%.
Os combustíveis aceleraram de 0,22% para 1,20%. O óleo diesel teve a maior alta entre eles, de 3,70%, seguido do etanol, com 2,73%, e da gasolina, com 0,92%. Ainda assim, o grupo Transportes variou só 0,05%, por causa da queda de 9,24% nas passagens aéreas. Entre as áreas pesquisadas, Belém teve a maior variação, de 0,76%, influenciada pelo tomate, que subiu 17,55% na cidade.






