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Boi gordo segue em R$ 380 por arroba em SP; Pará e Dourados têm alta de R$ 10

O mercado do boi gordo teve um dia de estabilidade na maior parte do país nesta quinta-feira (22). Nenhuma das 33 regiões acompanhadas pela Scot Consultoria registrou mudança no preço na comparação diária. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a arroba (cerca de 15 kg de carcaça) seguiu em R$ 380 para pagamento em 30 dias. As cotações do "boi China", da vaca e da novilha também não se alteraram.

Em praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), segundo o Canal Rural, houve altas pontuais. No Pará, o boi gordo subiu R$ 10 por arroba, com negócios entre R$ 360 e R$ 365, oferta restrita, volume de compras reduzido e escalas de abate entre quatro e sete dias. Em Dourados (MS), o mercado teve volume expressivo de negócios e valorização de R$ 10, com preços de R$ 370 a R$ 375 e escalas de seis a 12 dias.

No centro-sul da Bahia, os preços ficaram estáveis, entre R$ 350 e R$ 365 por arroba, e as chuvas têm favorecido a retenção dos animais e ampliado o poder de negociação dos pecuaristas. Em Goiânia (GO), a arroba também não mudou, negociada entre R$ 350 e R$ 365, com oferta gradual e pouca movimentação.

Segundo o Cepea, as escalas de abate, que indicam por quantos dias os frigoríficos já têm gado comprado, variam em outubro de cinco a 11 dias, com média nacional de oito dias. No mesmo mês de 2025, iam de seis a 15 dias, com média de dez. Para o centro de estudos, o quadro indica menor oferta de animais prontos para abate, e a postura mais firme dos pecuaristas nas negociações contribui para sustentar a arroba.

A Scot aponta que o consumo doméstico de carne perdeu força com o avanço da segunda quinzena, movimento sazonal associado à redução do poder de compra depois do pagamento dos salários, e parte das indústrias saiu das compras. A oferta, porém, segue comedida. Historicamente, outubro é o mês com menor participação de fêmeas no abate, por causa da estação de monta, e neste ano a maior atratividade econômica da cria estimulou ainda mais a retenção de fêmeas.

No mercado externo, nem todos os compradores retomaram as compras destinadas à China. "Os dados preliminares da balança comercial apontam aceleração no ritmo dos embarques de carne bovina na segunda semana de outubro, embora ainda não seja possível identificar quanto desse movimento se destina à China", afirma a consultoria. Segundo a Scot, a retomada gradual das compras para exportação pode reforçar a demanda por bovinos e trazer novo impulso ao mercado no curto prazo.

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