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B16 pode elevar demanda por biodiesel em 7%; o que falta para a mistura subir

Um aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 16% em 2027, o chamado B16, elevaria a demanda pelo biocombustível em 7% em relação a 2026, para cerca de 11 bilhões de litros (11 milhões de metros cúbicos). A estimativa faz parte da primeira projeção da consultoria StoneX para o próximo ano, divulgada na quinta-feira (22).

Segundo o relatório, assinado pelos analistas Bruno Cordeiro dos Santos e Isabela Garcia, a expectativa é de que os testes de viabilidade de misturas até o B20 sejam concluídos em fevereiro de 2027 e, a partir dos resultados, o aumento para o B16 poderia valer a partir de março. Os analistas ponderam, porém, que não há sinais claros do governo "de que estaríamos caminhando nessa direção", apesar de a indústria ter capacidade de sobra: a ociosidade estimada pela consultoria para 2027 é de 40%.

Se a mistura for mantida em 15%, as vendas de biodiesel cresceriam 1,2% no ano, para 10,43 bilhões de litros, acompanhando o consumo de diesel B, o diesel vendido nos postos já com a mistura. A StoneX estima a demanda por diesel B em 71,4 bilhões de litros em 2027, também com alta de 1,2%. "Ainda se trata de um recorde para o setor, mas não condiz com o crescimento esperado em capacidade instalada", afirmaram os analistas.

O óleo de soja é a principal matéria-prima do biodiesel no Brasil e responde por cerca de 85% da produção, segundo dados da ANP citados pela consultoria. No cenário com B16, o consumo de óleo de soja para o biocombustível poderia chegar a cerca de 8,75 milhões de toneladas, com participação de 85,3% na produção. Com o B15, a demanda pelo óleo somaria 8,27 milhões de toneladas.

A possibilidade de uma mistura maior também aparece nas projeções da indústria da soja. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) informou que sua estimativa de processamento do grão para 2027 considera um aumento de 1 ponto percentual na mistura, para 16%.

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