Grande novidade surge na área dos fertilizantes que deve baixar o preço no supermercado e finalmente ajudar o produtor rural
A Agrion Fertilizantes Especiais fechou um acordo de investimento com a gestora americana Pegasus Capital Partners que pode superar R$ 250 milhões. Os recursos serão destinados à expansão da companhia, incluindo a construção de dez novas fábricas de fertilizantes especiais e o desenvolvimento de novas soluções para a nutrição de plantas.
O aporte será realizado pelo Global Fund for Coral Reefs, fundo administrado pela Pegasus Capital Advisors e que tem o Green Climate Fund, ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), como principal cotista.
Atualmente, a empresa produz aproximadamente 60 mil toneladas de fertilizantes por ano em sua unidade instalada em Tupaciguara (MG), em parceria com a Companhia Bioenergética da Aroeira. A matéria-prima utilizada inclui vinhaça e torta de filtro, dois resíduos resultantes da produção de açúcar e etanol.
Parte desses fertilizantes é comercializada para a própria usina, enquanto outra parcela é destinada ao mercado. A estratégia da Agrion é ampliar esse modelo para outras regiões produtoras de cana-de-açúcar.
A empresa prevê que fábricas sejam construídas em diversas áreas do país.
A reportagem entrou em contato com o deputado estadual do RS, Paparico Bacchi (PL-RS), presidente da Frente Parlamentar da Mineração. Segundo o parlamentar, 'soberania nacional é produzir fertilizantes'.
"Nenhum país do mundo que vive da agricultura faz o que o Brasil faz.
Nós somos o único país que vivemos da agricultura e não produzimos nada de fertilizantes, importamos tudo. Importamos 85% daquilo que é consumido.
E quando você deixa 15%... 20%... 30% no bolso do agricultor na hora de comprar o insumo, esse dinheiro circula na cidade, na agropecuária, na livraria, no lanche e no material de construção.
Esse é o desafio que nós temos."
Paparico é autor do Plano Estadual de Fertilizantes, uma iniciativa para fortalecer a produção de insumos no Rio Grande do Sul, reduzir os custos para o agricultor e diminuir a dependência de importações.
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