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Indústria do etanol de milho ganha força e transforma o mercado de grãos no Brasil

A produção de etanol a partir do milho deixou de ser uma alternativa secundária para se consolidar como um dos motores econômicos do Centro-Oeste brasileiro. O setor vem registrando crescimentos consecutivos e já responde por quase 20% de todo o biocombustível gerado no país.

Esse avanço acelerado redesenhou a dinâmica do mercado de grãos. Antes refém das oscilações de preços da exportação e dos altos custos de frete até os portos, o produtor de milho agora encontra uma forte demanda interna na porta de casa. Além do combustível, as usinas geram o DDG (grãos de destilaria secos), um subproduto de alto valor proteico que revolucionou a alimentação do gado confinado na região.

O cenário atrai investimentos bilionários em novas plantas industriais. Especialistas apontam que essa verticalização da produção garante uma espécie de "piso" para as cotações do grão, trazendo mais estabilidade financeira para o agricultor mesmo em anos de supersafra mundial.

Guilherme Nolasco, presidente executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), corrobora esse impacto direto na segurança financeira de quem está no campo:

"A industrialização do milho no mercado interno consolida uma importante rede de segurança para o produtor. Em anos de grande produção ou de oscilações no mercado internacional, a demanda das usinas de etanol garante liquidez e sustentação de preços locais, reduzindo a dependência exclusiva da exportação do grão in natura."

Com o avanço da tecnologia e o surgimento de novas indústrias, o agro brasileiro consolida um ciclo virtuoso, onde a produção de alimentos e a de energia limpa caminham juntas, blindando o produtor contra as crises internacionais de preços.

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