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Pequeno inseto causa prejuízos bilionários a produtores todos os anos

O Brasil, o maior produtor de cana-de-açúcar, deve ficar atento às lavouras. Para não perder o primeiro lugar no ranking mundial, precisa evitar a broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis), uma espécie de  mariposa que é capaz de arrasar plantações inteiras.

Essa lagarta se alimenta do interior dos colmos da planta e provoca perdas significativas, justamente, no peso e na quantidade de açúcar. São milhares de hectares sujeitos a tombos enormes por causa de um pequeno inseto.

A Diatraea saccharalis é o principal organismo daninho à cana. Todo o território nacional está sujeito à infestação, porém a região mais afetada é justamente a maior produtora do País: o Centro-­Sul, porque tem clima úmido e quente, ideal para reprodução da broca. 

Além de atrapalhar a produtividade, a praga permite a entrada de microorganismos maléficos na planta e causa prejuízos substanciais, que assolam as lavouras e até a indústria da extração e fermentação. Pois, ao levar a cana infectada para a indústria, o setor perde até 40% da produção.

Os prejuízos podem chegar a R$ 5 bilhões por ano.

Para evitar a disseminação da praga, é necessário a aplicação de defensivos químicos associados com o controle biológico. O monitoramento deve ser feito em 30 ou 45 dias para verificar se haverá necessidade de outra administração.

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