Biofertilizantes de algas: a inovação verde que transforma o agronegócio


Os biofertilizantes de algas marinhas emergem como uma solução inovadora para o agronegócio, combinando produtividade e sustentabilidade. Criados a partir de algas marinhas do gênero Lithothamnium cultivadas em regiões costeiras, esses produtos contêm mais de 70 nutrientes minerais e orgânicos, hormônios vegetais e aminoácidos que estimulam o crescimento das plantas e aumentam a resistência a secas, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos em até 30%.
No Brasil, a Oceana Minerals, fundada em 2006 com sede em Tutóia (MA) e centros logísticos distribuídos pelo país, lidera o desenvolvimento dessa tecnologia. A empresa realiza a extração sustentável da alga em uma jazida única, beneficiada por correntes marítimas e incidência solar específicas, e produz a linha Algen, classificada pelo Ministério da Agricultura como fertilizante para nutrição vegetal e fertilidade do solo. Testes da Embrapa e da Universidade Federal do Ceará confirmam ganhos de até 15% na produtividade de cana-de-açúcar, milho e camarões de cativeiro, além de melhorias na qualidade da água e do solo. Esses biofertilizantes utilizam ainda processos que preservam propriedades nutricionais, diminuem emissões de carbono e recuperam solos degradados. Países como Austrália e Índia, por exemplo, já adotam tecnologias semelhantes, e o Brasil com seu litoral tem potencial para se destacar globalmente, exportando para Europa, Ásia e América Latina.
Essa inovação consegue alinhar rentabilidade e responsabilidade ambiental, atendendo às exigências de mercados como o europeu.












