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Encolhimento do rebanho nos EUA pressiona demanda por carne brasileira

Os Estados Unidos enfrentam atualmente o menor rebanho bovino dos últimos 50 anos, com cerca de 95 milhões de cabeças. Para efeito de comparação, o rebanho brasileiro ultrapassa os 220 milhões. Em 1975, o plantel norte-americano chegava a 140 milhões de animais, evidenciando a dimensão da queda, motivada por fatores como secas prolongadas e aumento dos custos de produção. Muitos pecuaristas norte-americanos optaram por abater matrizes em vez de manter a recria, acelerando ainda mais o encolhimento do rebanho.

Esse cenário provocou uma redução significativa na produção interna de carne bovina nos EUA. Com o consumo interno elevado e sem oferta suficiente, cresce a necessidade de importação para suprir o mercado. Nesse contexto, o Brasil desponta como alternativa estratégica para os norte-americanos.

Entre janeiro e junho de 2025, o Brasil exportou aproximadamente 157 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos, gerando mais de US$ 790 milhões em receita. Esse volume representa 83% do total exportado em 2024, que somou 189 mil toneladas. Hoje, o mercado norte-americano já figura como o segundo maior destino da carne bovina brasileira, atrás apenas da China.

Apesar da existência de tarifas elevadas — que podem chegar a 50% — a carne brasileira se mantém competitiva diante da escassez interna nos EUA e da dificuldade de substituição por outros fornecedores. Países como a Austrália enfrentam desafios logísticos e limitações na oferta que dificultam uma resposta rápida à demanda norte-americana.

Impactos para o setor brasileiro

  • O Brasil deve manter papel relevante como fornecedor de carne bovina para os Estados Unidos nos próximos meses.
  • O setor precisa estar atento às questões logísticas, tarifárias e diplomáticas, que podem afetar o fluxo comercial.
  • A valorização da carne brasileira e sua presença em mercados estratégicos reforçam a importância do país no cenário global de proteínas animais.

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