Governo cede a pedidos da comunidade internacional e decreta desmatamento zero na Amazônia até 2030

O governo do presidente Lula (PT) lançou, em junho, o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, PPCDAm (2023-2027), que foca em "inteligência" para identificar e reprimir as ações consideradas crimes ambientais em toda a cadeia produtiva da região amazônica.

A meta da gestão petista é atingir "desmatamento zero" até 2030, ao mesmo tempo que recupera áreas degradas e conserva as reservas.

O plano tem quatro fases bem distintas, que vão de governança e acompanhamento das ações até a criação de mecanismos que incentivem a economia de base florestal com o menor impacto possível sobre a floresta. 

O PPCDAm, que vai ampliar as áreas de florestas públicas federais e fiscalizará até cinco vezes mais o produtor rural, certamente, atende aos anseios da comunidade internacional e de ambientalistas. Só tem um problema: não diz exatamente o que os 30 milhões de brasileiros que, na Amazônia, vivem, muitos deles, homens do campo, devem fazer para prosperar a atividade econômica em comum acordo com os desejos de países que são concorrentes com o agronegócio nacional.

O governo omitiu a solução desse "detalhe" e segue na perspectiva de que é possível produzir riqueza e preservar a floresta em pé, interditando propriedades, confiscando animais, equipamentos e materiais, impondo multas milionárias ao setor agrícola e embargando os títulos de propriedade. Será? O tempo dirá.

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