Consumo mundial de café deverá atingir 178,5 milhões de sacas de 60kg, mas o ano será de déficit na oferta


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou, recentemente, relatório detalhado sobre a produção e o consumo de café a nível mundial.
As exportações globais de café, de outubro de 2022 a abril de 2023, totalizaram o equivalente a um volume físico de 72,19 milhões de sacas de 60kg. Desse volume, 42,52 milhões de sacas foram de cafés da espécie arábica, que correspondem a 58,3% do total exportado, e, 29,67 milhões de sacas de cafés da espécie robusta, ou seja, 41,7% das vendas mundiais no período.
Na amostragem, a participação do café arábica nas exportações globais gira em torno de 60%. Já o da espécie robusta equivale a 40%.
Em se tratando das principais regiões cafeeiras, a América do Sul continua sendo a maior região produtora, em abril deste ano; porém ela registrou uma queda de 6,4% nas exportações durante esse período e vendeu o equivalente a 3,57 milhões de sacas de 60kg, ou seja, 35% do que fi exportado no mundo.

Ásia & Oceania, no mesmo mês, exportou volume físico de 3,75 milhões de sacas, que equivale a 37% do total vendido, mas acumulou queda de 1%.
A África, outro polo cafeeiro, vendeu 0,94 milhão de sacas de 60kg, montante que corresponde a 9,2% do total que foi exportado no mundo em abril. O problema que essa performance foi um tombo considerável de 9,8%, na comparação com o mês do ano anterior.
Por último, México & América Central atingiram no mês de abril de 2023 o total de 1,9 milhão de sacas de 60kg, pontuando aproximadamente 18,7% do que foi registrado no mundo no mês em análise. Um crescimento de 6,3% em comparação com o mesmo período de 2022.
Em resumo, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), a produção de café para o ano-cafeeiro 2022-2023, somadas as quatro regiões cafeeiras do planeta, deve atingir um volume físico 171,3 milhões de sacas de 60kg, desempenho que registrará um ligeiro crescimento de 1,7%, na comparação com o ano-cafeeiro anterior.
O consumo mundial também deverá aumentar para 178,5 milhões de sacas, no ano-cafeeiro 2022-2023 em questão, a uma taxa de de 1,7%. A grande dificuldade é que o planeta passará por mais um ano de déficit na oferta em torno de 7,2 milhões de sacas de 60kg, afirma relatório da OIC.
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