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J&F, controladora da JBS, pretende comprar a Braskem, maior produtora de biopolímeros do mundo

A J&F, a holding de Joesley e Wesley Batista que controla as empresas JBS, Eldorado Brasil, Banco Original, PicPay, Âmbar Energia, J&F Mineração e Canal Rural, agora, se prepara para mais uma compra: a da Braskem.

A Braskem é a maior petroquímica das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros. Foi eleita a quarta empresa mais inovadora do Brasil segundo o Anuário Inovação Brasil, ranking elaborado pelo jornal Valor Econômico e pela consultoria Strategy&. 

A companhia é destaque pelos diferenciais trazidos ao mercado, como o plástico de origem renovável, e possui 851 depósitos de patentes no Brasil e no exterior, que são resultados de parcerias com instituições de ensino e outras empresas, que garantiram à Braskem ser reconhecida como uma das 50 empresas mais inovadoras do mundo, segundo a revista norte-americana Fast Company.

 

A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas e produz anualmente mais de 16 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos. É ainda a maior produtora de biopolímeros do mundo, com capacidade anual para fabricar 200 mil toneladas de polietileno derivado de etanol de cana-de-açúcar. 

A JBS, que é a maior empresa de alimentos do mundo, disse a interlocutores que não tem mais como crescer no mercado de proteínas e que, por isso, quer diversificar os negócios e essa aquisição seria uma estratégia interessante.

A JBS está em uma "briga de cachorro grande" pela compra da Braskem porque o fundo norte-americano Apollo e a petroleira árabe Abu Dabhi Adnoc e a brasileira Unipar também lutam pela empresa.

Um grupo de cinco grandes bancos (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES) têm ações da Braskem em suas mãos, que foram dadas em garantia por empréstimos concedidos à Novonor (ex-Odebrecht e em recuperação judicial). Essas instituições querem recuperar cerca de R$ 15 bilhões que a Nonovor deve a eles com essa venda. 

Todos os concorrentes articulam com o Governo Lula a compra da Braskem e puxam a "sardinha" para o seu lado. Mas, a aquisição depende da negociação com bancos públicos e privados, com a Família Odebrecht e da articulação com o Partido dos Trabalhadores, que os irmãos Batista, por sinal, têm muito contato.

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