Em evento histórico, erva-mate se torna patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul


Uma importante notícia atingiu todo o setor produtivo da erva-mate no Rio Grande do Sul.
Na última terça-feira (13), o governo estadual oficializou a erva-mate como patrimônio cultural imaterial.
A planta é a primeira a receber esse tipo de título.
A distinção ocorreu por meio da assinatura de um termo no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, com a presença do governador Eduardo Leite.
A iniciativa é do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), vinculado à Secretaria da Cultura (Sedac). Em 2022, a instituição apresentou um parecer técnico que foi aprovado pela Câmara Temática do Patrimônio Cultural Imaterial (CTPCI) em maio deste ano.
O objetivo é reconhecer a importância histórico-cultural, o sistema de cultivo e comercialização da planta no RS.
Agora, segundo Beatriz Araujo, secretária da Cultura do RS, o governo trabalha para criar um livro do patrimônio cultural e imaterial do Rio Grande do Sul e outros bens são analisados para integrar o projeto ao lado da erva-mate.
Para quem não sabe, tornar-se patrimônio cultural significa que o bem tem relevância artística, histórica e social.
No caso de produtos materiais – conjuntos arquitetônicos, prédios e obras de arte são exemplos – ocorre o tombamento; para os imateriais é feito o chamado registro.
Além do governador e de Beatriz Araújo, participaram do evento o diretor do Departamento de Memória e Patrimônio da Secretaria da Cultura (Sedac), Eduardo Hahn, e o diretor do Iphae, Renato Savoldi. O presidente do Sindimate-RS, Álvaro Pompermayer, e a secretária Izabel Paulo, ambos expoentes de todo o setor ervateiro, também estiveram por lá.
O governador ainda comentou:
- Com esse registro, reconhecemos e protegemos algo que já faz parte da identidade do nosso povo. O chimarrão é nossa bebida típica, que popularizou a erva-mate, e o companheiro do dia a dia do gaúcho em um ritual que une famílias e amigos. [...] Quando estamos fora do Estado, identificamos claramente outros gaúchos a partir deste hábito -
Além disso, Leite destacou a relevância econômica da erva-mate e os efeitos do seu registro como patrimônio cultural imaterial.
- Tudo o que se faz para valorizar e defender um patrimônio imaterial como esse agrega valor não apenas à produção, mas também ao que circunda essa cadeia produtiva. As propriedades e localidades que mais se conectam ao sistema de cultivo tradicional da erva-mate, por exemplo, geram possibilidade de exploração turística porque é algo que desperta o interesse das pessoas. Então, além da valorização de uma identidade cultural e dos povos originários envolvidos no processo, existe também uma repercussão econômica positiva que toca na vida das pessoas - afirmou.
Durante o evento, o governador foi presenteado com um pacote de erva-mate produzida artesanalmente no carijo, uma estrutura tradicional utilizada pelos indígenas.
O presente foi entregue pelo cacique Eduardo Timóteo, da aldeia indígena Água Grande Guarani Mbya, do município de Camaquã.
A celebração também contou com a apresentação do coral indígena Teko Guarani, da etnia Mbya Guarani.
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Fonte: Gov/RS












