Agropecuária deve manter números fortes após mudanças climáticas


Se depender do clima favorável do Brasil para as plantações, o país terá crescimento extraordinário em safras, exportações e arrecadações este ano.
Depois que o agronegócio registrou fabulosa alta de 21,6% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao trimestre imediatamente anterior, os especialistas começaram a rever as previsões do setor pra cima.
É que, em 2022, por questões climáticas, o agro cambaleou um pouco e sofreu, mais especificamente, no último trimestre. Mas, agora, segue com safras robustas em várias culturas, e, sobretudo, na soja.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acredita que o bom desempenho do agronegócio, crescendo 18,8% do 1º trimestre deste ano para o mesmo período de 2022 ocorre, principalmente, pelos volumes grandiosos, alguns recordes, inclusive, de safras.
- Este ano, será muito bom para o PIB no agronegócio, com a maior safra da história na soja e no milho. Mas, a partir da próxima safra, que será plantada em setembro, já poderemos ver impacto de queda na produção pela redução dos preços - explica Marcos Jank.
Neste primeiro trismestre, com exceção do arroz, que teve queda acentuada de 7,5%, soja (24,7%), milho (8,8%), fumo (3,0%) e mandioca (2,1%) tiveram crescimento na produção. Já a segunda safra de milho também tem grande potencial.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estipulou uma safra recorde de grãos 2022/23 em 313,9 milhões de toneladas.
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