
A Raízen é uma gigante brasileira com presença nos setores de produção de açúcar e etanol, distribuição de combustíveis, geração de energia renovável e lubrificantes. Seu nome é formado pela união das palavras “raiz“ e “energia”.
A corporação é a principal empresa no setor sucroalcooleiro do país, sendo a maior fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil e maior exportadora individual de açúcar de cana no mercado internacional, suas atividades abrangem todas as diferentes etapas de produção, como: cultivo da cana-de-açúcar; fabricação de açúcar e etanol; cogeração de energia; logística; transporte, distribuição, exportação e varejo de combustíveis por meio dos postos de serviço e lojas de conveniência que atuam sob a marca Shell, no Brasil, na Argentina e no Paraguai.

Apesar de ser uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar do Brasil, a Raizen tem patinado nos seus resultados desde que abriu o seu capital na bolsa de valores em 2021. Segundo o CEO da empresa Ricardo Mussa o aumento da produtividade agrícola é a "prioridade número um da Raízen nesse ano. Uma parte desse ganho adicional deve começar a irrigar o caixa da companhia já nessa Safra uma vez que a colheita está melhor do que o esperado”.
De fato, a produção da gigante foi abalada nesses últimos dois anos pela forte seca somada com geadas, um cenário agravado pelo despreparo da companhia na sua parte operacional agrícola. Na última Safra, nem teve uma produtividade média de 70 toneladas de cana por hectare, sendo que os fornecedores vizinhos conseguiram 83 toneladas nas mesmas regiões e na mesma Safra, evidenciando o problema operacional da empresa.
Gradualmente, porém, a Raízen vem apresentando uma recuperação porque a renovação dos canaviais não pode avançar demais sobre áreas que ainda dão algum resultado. A companhia já está replantando 17% dos seus canaviais acima do patamar que considerava ideal, cerca de 15%. E esse esforço já vem gerando resultado. Nas últimas duas safras, houve uma convergência no sentido da produtividade média das plantas de primeiro e segundo corte. Com isso, 62% de suas lavouras já estão próximos do seu rendimento ideal.
A Raízen também planeja investir pesado em irrigação "onde tem estresse hídrico vemos potencial de 40 toneladas de cana a mais por hectare" acrescentou o CEO, Ricardo Mussa.
da Redação
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