Rio de Janeiro já tem plano engatilhado para conter gripe aviária no estado


O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), já tem um plano de contenção para a gripe aviária não se propagar no estado e nem prejudicar o consumo interno da carne de frango ou as exportações.
Um caso da doença foi diagnosticado em São João da Barra, no interior do estado, mas as 12 pessoas que tiveram contato com o animal não pegaram a infecção.
As Secretaria Estadual de Agricultura e Secretaria Estadual da Saúde preveem a criação de um canal direto de acesso com áreas produtoras para, em caso de detecção de casos da H5N1, tomar as medidas necessárias rapidamente.
Se for diagnosticada o vírus em algum animal - silvestre ou de de criação - a ave será afastada de outras.
O Rio de Janeiro tem 92 municípios que está monitorando e orientando sobre o manejo adequado de aves silvestres, que só pode ser feito por profissionais habilitados e com o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
- Alertamos que deve ser evitado qualquer contato direto com aves caídas, mortas ou não, domésticas, silvestres/exóticas e silvestres migratórias, mamíferos aquáticos (qualquer espécie). O cidadão deve comunicar imediatamente à unidade da Defesa Agropecuária da região ou à Coordenação de Vigilância Ambiental de seu município – destaca o secretário de Agricultura, Dr. Flávio.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) relatou a primeira detecção de influenza aviária no país no dia 15 de maio. À princípio, foram duas aves trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), uma no município de Marataízes e outra em Vitória, ambas no litoral do Estado do Espírito Santo. No dia seguinte, 16 de maio, a pasta relatou um terceiro animal afetado, uma ave atobá-pardo (Sula leucogaster) também no mesmo estado. Além desses, o Espírito Santo contabilizou mais um caso confirmado em ave silvestre, agora da espécie Thalasseus Maximus (nome popular trinta-réis-real).
A H5N1 ou Influenza Aviária é uma doença causada por vírus, que afeta muitas espécies de aves, inclusive migratórias. Eventualmente, mamíferos terrestres e marítimos, suínos e o próprio ser humano podem ser contaminados, mas é nas aves que o diagnóstico geralmente é fulminante.
A doença é altamente contagiosa em animais e gera graves consequências à saúde dos bichos, à economia e ao meio ambiente.
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