Novela da Globo, que ataca o agro e incentiva invasões, tem a pior estreia em horário nobre desde 1991
O novo folhetim da Rede Globo, "Terra e Paixão", que estreou na noite desta segunda-feira (8), amargou baixíssima audiência na Grande São Paulo: 24,2 pontos.
De acordo com o Kantar Ibope Media, que analisa o público dos programas e emissoras, esse é o menor patamar já registrado por uma novela da Globo em horário nobre. Antes, no ranking das piores, somente "Um Lugar ao Sol", de Lícia Manzo, havia sido tão ruim.
A medição das tramas globais tem sido contada desde 1991 e, logo em seguida, entre as piores das 21 horas estão: "Um Lugar ao Sol" (25,2 pontos), "Travessia" (25,9) e "Babilônia", que enfrentou os "Dez Mandamentos", da Record, e se deu mal.
O rendimento precário da trama não foi tanto pela concorrências dos outros canais. Mas também, pelos serviços de streaming que têm feito um "estrago" na platinada e retirado a atenção do público que não se envolve mais pelas mesmas histórias de sempre.
Desta vez, por exemplo, o espectador já sabe que os personagens principais são os de Tony Ramos (o fazendeiro ganancioso e vilão) e que Cauã Raymond é, digamos assim, a laranja que não se contaminou.
O problema é que o público ou não se identificou com a história ou pior: não concorda com ela e, literalmente, mudou de canal.
"Terra Vermelha", o nome original do folhetim, vai precisar muito mais do que rostinhos bonitinhos e atores experientes para aumentar a audiência nos próximos capítulos: terá que fazer o espectador aceitar que o texto é irrepreensível. Mas, com o aperto que os produtores rurais têm passado nos últimos meses com as invasões de terra no Brasil, isso é um pouco difícil.
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