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Brasil é o 2º maior produtor de tabaco do mundo

O Brasil, com mais de 261 mil hectares cultiváveis, 544 municípios atuando no setor e 146 mil produtores espalhados pelas cinco regiões, continua sendo o segundo no ranking mundial dos que mais produzem tabaco.

O produtor brasileiro só perde para a China, que vem em primeiro lugar e, ao mesmo tempo fica na frente da Índia e os Estados Unidos, 3º e 4º lugares, respectivamente, contagem feita até 2020.

Da produção de tabaco, 46% do total é cultivada nas lavouras do Rio Grande do Sul (por 73 mil produtores), 30% em Santa Catarina (44 mil) e 24% no Paraná (29 mil).

Entre os municípios com maior produção, estão São João do Triunfo (PR), Canguçu (RS) e Itaiópolis (SC).

Vinícius Pegoraro, prefeito de Canguçu, foi reeleito presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) para o biênio 2023/2024 E concedeu entrevista para o Sinditabaco, afirmando que o setor tabagista é o que mais fortalece o comercio e a construção civil do município.

- Canguçu é um exemplo do que a cultura do tabaco representa para o bem-estar da população. Por exemplo, Em 1997, antes do boom do tabaco, o orçamento geral do nosso município era de R$ 6 milhões. A arrecadação foi aumentando gradativamente e hoje já ultrapassa os R$ 220 milhões. E percebemos que é o pequeno produtor de tabaco que fortalece o comércio e investe em construção civil, ou seja, gera retornos que vão muito além do meio rural - afirmou.

Apesar do saldo positivo para a economia local, o prefeito diz que a cultura do tabaco sofre preconceito e mitos há anos; sendo, por muitas vezes, relacionado ao uso indiscriminado de agrotóxicos.

- Um grande mito é o pensamento de que a cultura do tabaco é a que mais utiliza agrotóxicos. Na verdade, o tabaco brasileiro está entre os produtos agrícolas que menos utiliza agrotóxico. De acordo com as pesquisas, a cultura de tabaco utiliza em média 1 quilo de ingrediente ativo por hectare, quantidade muito inferior ao de outras culturas que utilizam até 45 quilos por hectare. Acredito que, por ter um produto controverso, essa cultura fica mais vulnerável a ataques. Por isso, temos que abordar o tema do tabaco com informações baseadas em fatos, com dados atualizados e com fontes oficiais - explicou.

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