Invasões no campo estão no ritmo mais acelerado dos últimos sete anos, afirma CNA


A Confederação da Agricultura e Pecuárias do Brasil (CNA) divulgou, na semana passada, o número de invasões de propriedade rural registradas nos primeiros quatro meses do Governo Lula (PT). Ao todo, foram catalogadas, de janeiro a abril deste ano, 57 ocupações de terras por movimentos ligados ao partido de extrema-esquerda.
As ações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da Frente Nacional Luta Campo e Cidade (FNL) já superam todas as invasões realizadas nos últimos três anos, durante o Governo Bolsonaro, e, quase iguala o número de ações desses movimentos sociais em 2016, ano em que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi impeachmada.
A maior parte das invasões se concentra na região Nordeste, especialmente na Bahia; mas as ocupações procuram atingir praticamente todos os estados brasileiros.
Os agricultores e a bancada rural da Câmara e do Senado acusam o Governo do presidente Lula de ser leniente com os movimentos que ele adiantou, ainda em campanha, teriam papel fundamental em seu terceiro mandato.
Os parlamentares, agora, querem que seja instalada com brevidade a CPI do MST, que vai apurar quem está bancando o movimento e levando dezenas de ônibus lotados para propriedades privadas. Muitas delas em plena atividade econômica.
Os congressistas argumentam que as ocupações do MST e da FNL ameaçam a economia do Brasil, já que o agronegócio nacional é responsável por 27% do PIB do país.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, diz que o Governo do PT é contra a instauração do colegiado e alega que a investigação "não tem fato determinado" e "não pode investigar uma instituição da sociedade civil sem irregularidades em relação a convênios com o governo".
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