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Preços do milho refletem banimento do arroz pela Índia

A melhora do câmbio animou o mercado de grãos, no Brasil, nos últimos dias, após forte sequência de quedas entre março e agosto deste ano. A recuperação do dólar para perto de R$ 5 e a sinalização de estabilidade nos próximos dias deixam consultores e especialistas mais confiantes na recuperação de perdas.

A moeda norte-americana fechou nesta segunda-feira (25) a R$ 4,966 com alta de 0,61% em relação ao fechamento de sexta (22).

A estabilização de preços do milho e da soja no mercado internacional - também após quedas - na primeira semana de setembro, gera maior confiança. A preocupação mais saliente é o risco de interferência climática no final do ano, além da diminuição do volume de compras sinalizada por grandes importadores, como China e Índia. 

A saída da Índia das exportações de arroz, com banimento das vendas externas e taxação de 20% em todos os negócios, deve interferir pesadamente em preços de milho. Os preços do grão subiram 27% nos últimos 30 dias, apontando para a substituição pelo milho, o que deve contaminar as cotações em nível global.

A Índia é o maior exportador mundial de arroz, com vendas a 40% do comércio global do alimento. Os outros principais exportadores são Tailândia, Vietnã, Paquistão e Estados Unidos, que já estão aproveitando o momento para valorização de preços do grão.

A baixa de estoques de milho também pode influenciar, após redução de 27% no volume, apesar dos resultados positivos das safras nos maiores produtores mundiais.

O trigo também pode entrar na rota de aumentos por ser opção como substituto do arroz como alimentação humana e animal.

No Brasil, há risco de elevação de preços devido às perdas de produção nos estados do Sul devido às oscilações climáticas para a próxima safra.

Pecuária

A melhora de preços de bovinos, nas últimas duas semanas, não deve manter o setor animado por muito tempo devido à maior oferta de animais em confinamento. Com exportações em baixa e a saída de bois estocados podem afetar negativamente os preços. 

No Mato Grosso, segundo o Imea, há queda de 4,47%, um percentual difícil de ser recuperado, apesar da melhora de preços para novembro, em torno de 14%.

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