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FPA quer investigação contra Stedille

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tomou medidas contra João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), após suas declarações recentes. A FPA protocolou um pedido de investigação junto ao Ministério Público do Distrito Federal, Procuradoria Geral da República (PGR), Ministério Público do Estado de São Paulo, Advocacia-Geral da União e Tribunal de Contas da União.

O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, afirmou que a sociedade não pode ficar exposta às ameaças de Stédile, que são prejudiciais ao Estado de Direito e à Constituição. Ele enfatizou que as atitudes de Stédile geram insegurança no campo para os produtores rurais e que a FPA está indignada com suas declarações.

Em abril, a FPA lançou a Campanha de Segurança no Campo para alertar sobre a gravidade das invasões de terras, que têm ocorrido de forma contínua desde fevereiro. Até o momento, há registro de 41 ocupações ilegais no país. Enquanto a FPA se empenha em coibir e punir os crimes de invasão de terras, Stédile anunciou novas invasões em um vídeo.

Em entrevista após uma reunião ordinária da FPA, Lupion ressaltou que o direito de propriedade está na lei e será defendido pelos parlamentares. Ele afirmou que a sociedade não aceitará crimes como esses e que o governo federal deve acalmar os movimentos que historicamente são seus aliados, ao invés de incitá-los.

Lupion considera as declarações de Stédile como uma incitação descabida ao crime e afirmou que é inadmissível que alguém anuncie a invasão de propriedades e não seja imediatamente punido. Ele também comentou sobre a possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST e afirmou que, se dependesse dele, ela já estaria instalada. No entanto, ele acredita que o processo depende de questões políticas e que ações reincidentes podem levar à abertura da CPI.

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